sexta-feira, 11 de março de 2011

Mar, vivo e respirando...

De traz do morro da pra ver
as ondas do mar
nas retinas do pássaros
nos voos de traços
Linhas que cobrem o horizonte
Amores aos montes pela areia
Traz pra mim a canção perfeita
me diz qualquer bobeira
Deixa a lente viajar
Marolas espanam espumas
Quem vem de lá,
do outro lado do coração,
de quem se atreve no mar?

Auspícios de Serpentina

No meio do carnaval
Penso nela
A flor que me faz azul
Doce, bela
Não sei se ela pensa em mim
Não importa a torta
Me faz feliz a hora
que ela diz pensar em mim

Ali da Sargeta

Parece magia
As saias mostram quase tudo
Os pés procuram destino em não lugares
Vozes, cornetas e marchas
Todos somos esse chão
partilhamos o quinhão
que nos faz tão
Carna somos...
Carna todos...
Confetes!

Lá do alto e azulejo

Na Pinto Marins não sobe cavalo
a escadaria
na correnteza das boas intenções
e nós nas brincadeiras
Tudo posso na festa que nos fortalece
É carnaval aqui e ali
Já foi carnaval aqui e acolá

sábado, 5 de março de 2011

Sou da Lira!

Arlequim chora chuva
Lembraças da colombina trovejam
Lava o rosto, toma banho
Pensa na alegria que seu choro provoca
nos foliões la fora
Tormenta generosa
Transforma tristeza
em felicidade poderosa
Ajeita a fantasia
pega sua sombrinha
e vai pra rua
Aos pulos, no meio de tudo
não pensa mais
só sente
que a vida é o maior dos motivos
que o carnaval
é a festa que faz chorar o sorriso
e faz florir da gota de uma lágrima

terça-feira, 1 de março de 2011

ARTEMOFADA

Formigas enfileiradas
pontos pretos enfurecidos
Trovadores calados
sussurram covardias
Omissão de quem não ama
e só consegue sonhar na cama
Prepotência, julgamento
Traição, desconfiança
Abram as portas da esperança!
O vazio do ser preenche o palco
PALMAS PARA TODOS NÓS!!!
criaturinhas sacanas
que trocam a ternura
por um punhado de grana...

A Dureza, mas sem pressa...

Muro duro
Parede maciça
Não passa nada!
Minha mão sangra
Minha cabeça esquenta
Suspiro...
Viro as costas e pulo de alegria
Tão alto que o muro não me alcança
-Interlúdio-
Ludico incorrigível
Curiosidade imorrível
Vida brilha
Jorra, atrevida
Jatos alados de soneca
Uma boa soneca
Brinco de peteca
Sempre liberto
pagão que vaga sem rumo
com a sola no lugar certo
desapareço e sumo
nas curvas da loucura