Na real, eu só queria que me restassem as teclas...
Todas elas!
Em cada língua já impressa pela humanidade
Aí vocês iam ver...
Arrepiaria ainda mais os bigodes do Dali
Teclaria absurdos e sandices
Profecias e ecologias
Versos impróprios para menores
Tratados de todas as ordens
Xingaria mil vezes
Pediria perdão todo dia de manhã
Escreveria cartas em 3 líguas diferentes
cheias de erros ortográficos
Aliás, reescreveria as regras ortográficas
Daria as regras de uma lígua pra outra
justificaria à direita o ocidente
à esquerda o oriente...
E quando terminasse de teclar
todas as obras literárias da história humana
para cada código linguístico jamais pensado por nós
Fundaria uma nova nação
Sem cedilha e ão
mas com muitas palavras
e pouca comunicação!
Seríamos nós o delírio
de um poeta ranzinza
velho de dó
de tez severa
triste por sempre sentar
em cima do seu fiofó?
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Cabeçada em Faca de Ponta
Vou te contar
Da vontade que dá
De te dar uma música
minha, pra você cantar
Mas sou poeta de bolso
Quero muito, mas escrevo pouco
e só consigo versar
Da vontade que dá
De te dar uma música
minha, pra você cantar
Mas sou poeta de bolso
Quero muito, mas escrevo pouco
e só consigo versar
Fazer uma canção
sempre foi um desafio
Achei que seria mais fácil
me inspirar pelo teu brilho
Mas o problema é a caneta
e minha mão que não chegam a uma conclusão.
sempre foi um desafio
Achei que seria mais fácil
me inspirar pelo teu brilho
Mas o problema é a caneta
e minha mão que não chegam a uma conclusão.
Perto do fim, esboço o suspiro do vencido
me arrasto por mais uma linha
triste por não conseguir o tento
de ter meus versos nos lábios dessa menina
Letra de música, vou tentar em Saquarema
por hora só consegui esse poema.
Irlanda Malcriada
A intenção é/era escrever algo sem nenhuam inspiração, pra ver se dá pirão.
Algo notável, que eu me lembre mais tarde
"Porra, lembra dequela poesia/poema/texto/porcaria que escrevi aquela madrugada?!"
Será que tem sentido ou é civil?
Sempre imperativo no começo das frases
ou com muitas preposições
coligação de artigos pela preposição do povo
Eduquemos a gramática com mais linguística!!!
Liberta as letras do teu peito!
Solta palavras como pombos da paz
para o alto e além
das tuas vistas, mais sujas que as dos que te amam
Morde a rigidez dos critérios
amáveis sejam todas as carícias
pro inferno com os verbos
me inundo de sujeitos oblíquos
como esses pretenciosos fonemas
Algo notável, que eu me lembre mais tarde
"Porra, lembra dequela poesia/poema/texto/porcaria que escrevi aquela madrugada?!"
Será que tem sentido ou é civil?
Sempre imperativo no começo das frases
ou com muitas preposições
coligação de artigos pela preposição do povo
Eduquemos a gramática com mais linguística!!!
Liberta as letras do teu peito!
Solta palavras como pombos da paz
para o alto e além
das tuas vistas, mais sujas que as dos que te amam
Morde a rigidez dos critérios
amáveis sejam todas as carícias
pro inferno com os verbos
me inundo de sujeitos oblíquos
como esses pretenciosos fonemas
Doidêra
Poetiso ela por inteira
forço uma barra, de certa maneira
não sei de onde veio e nem como cheira
sei que se fosse arqueira
teria flecha certeira
porque memo não sêno armeira
muito menos a paixão primeira
me deixou de bobeira
acordado a noite inteira
escrevendo um monte de asneira
tentando entender toda essa besteira
de sentir o coração numa betoneira
por uma estranha tirando foto de jardineira!
forço uma barra, de certa maneira
não sei de onde veio e nem como cheira
sei que se fosse arqueira
teria flecha certeira
porque memo não sêno armeira
muito menos a paixão primeira
me deixou de bobeira
acordado a noite inteira
escrevendo um monte de asneira
tentando entender toda essa besteira
de sentir o coração numa betoneira
por uma estranha tirando foto de jardineira!
Nublado, Ventando e Chovendo
É um véu negro cobrindo o futuro
um vulto cinza me separa
o torpor do sentimendo fabricado causa desespero
milhares de vezes dito, milhões de negações
reconhecimentos fora de hora só enchugam lágrimas
de frente para a porta dos fundos com a mão na maçaneta
deja vu do cotidiano covarde
lá fora reside o ralo pra onde escorre a vergonha
mudança dos domínios da mente e do corpo
para salvar dos vermes essa carne
ainda há vida, ainda há motivos
ainda há a maçaneta e a porta dos fundos
Anexo
Fruto da frustração de ser só,
lágrima e poesia terapeutica
um vulto cinza me separa
o torpor do sentimendo fabricado causa desespero
milhares de vezes dito, milhões de negações
reconhecimentos fora de hora só enchugam lágrimas
de frente para a porta dos fundos com a mão na maçaneta
deja vu do cotidiano covarde
lá fora reside o ralo pra onde escorre a vergonha
mudança dos domínios da mente e do corpo
para salvar dos vermes essa carne
ainda há vida, ainda há motivos
ainda há a maçaneta e a porta dos fundos
Anexo
Fruto da frustração de ser só,
lágrima e poesia terapeutica
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Fading Out...
Me afastando
vou do opaco ao transparente
Translúcido até quase...
até quase sumir.
Viver no diminutivo
é preciso
Desapareço sem sair de cena
despenco sem cair
sou suco do sumo
de pouco existir.
Nada de fundo do poço
retiro curto dos derrotados
apenas me escondendo com o rabo de fora
pra manter os sonhos acordados.
Chega de tombos e machucados
sempre pareceu que nunca estive aqui
vou apenas tornar mais verdade
o que eu nunca deixei de sentir.
Saio da vida para entrar pra minha história!
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Menas Vezes
Triste
as usual
como na época discada, chego a 98% de felicidade
e a conexão cai
Triste outra vez!
Vou mudar de tática
baixar a felicidade em torrent
tentar pegá-la separadamente
aos poucos
e de muitas fontes diferentes
explorando a rede, as múltiplas conexões
e se a conexão cair
eu me contento com o pouco de felicidade armazenado
talvez não fique tão triste como antes...
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