quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Tradicionalmente Oblíquo do Avesso

Sarcasticamente observo
tudo pelo canto da boca
Lugar favorito dos falsos
sorrisos
de quem ouve poucas e boas
Tarados por diversão, eles avançam
Se aglomeram a rabadas pelo melhor sentido
Sentados, os acentos são agudos
Aprisionam suas bundas incendiarias
O desconforto da penetração constante
faz muitos reluzirem na fricção
Antigamente funcionava assim:
só brincava por fora quem sabia roçar
Hoje a infantaria dispensa a baioneta
e parte pra luta
de celular na mão e pés descalsos.
Bons tempos os vindouros, sabia?
Tudo é lindo e cheiraria a
rosas desbotadas
Se depender de mamãe,
metade cairia dura
e de pau no ouvido.


Parca Honestidade que me [cabe,


te devo uma cerveja bem gelada
e umas porcas desculpas
aposto que você vai querer ouvir...
travei uma pequena batalha
até passei do ponto
mas perdi
e saltei
ponto seguinte
fui pra casa.
a tempo de trombar com o Quintana
em plena terça
e levar
.......................................[uma surra!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Queimadura no Polegar

Catavento poderoso, síntese áurea do sublime
Cata movimentos sinuosos pelas tranças da menina
Se fosse outono, folhas secas moveria
Verso veraneio, carinho no centeio
Parado sem estar, surpresa ao chegar
Arrepia a nuca, cessa o suor
me fala no ouvido
promete um dia melhor...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Carbonários Sebosos

Cacos
Cacofônicos
Caquético
Carapicuiba
é longe
como o casebre d'eu
canto
cabisbaixo
carrancudo
cracudo ...
Camaleão
Costume de camuflar
cada eu
um cadin
cabe em mim
Cabide de personalidades
Cada uma num tom
Cadavérico
Como couve
e camafeu doce
amargo capim
nem tudo tem tempo
de espiar e ser
carcereiro
cada um na sua
capriche!
Cores, congruência
cavernas internas
não cabem em si
caminhos a correr
camomilas hão de florescer
comedido cenário consigo prever
cálido começo
caminho do fim
cresço
quem mais?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Museu do Azar

Ortomoléculas a jato!
Tiro de canhão
Esplosivários de segundos
por vias velozes
vias viárias
várias visões
virtudes, viscitudes
vatiavelmente vans
transportando isso tudo por ai
Vermelidades estatisando cruzamentos,
grafites exxxpresssando márte,
roletadas contando gente
Do líríco ao barro ôco
Da flauta à skol
acho cedo pro julgamento
Derrame metárgico,
interação lúdica entre
pontinhas de dedos capa(tá!)zes,
abstracionismo celulório e o caos.
Melhoremos:
)#18&?($ ( $#/2%4( )#"( ?#$?( ?#%(
Olha que merda da so de parar pra pensar...
E tem mais
A noite é funda
e na baia tem vários barcos.
Fala disso agora!
De que tipo de apropriação estamos tratando,
de sem terras ou do meu milhonésimo poema sem teto?
porem com bolas

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Caminhos Molhados

Gotas
de chuva
Sempre soube
caem de pé
e correm deitadas
mas...pra onde?
Acabo de descobrir
para baixo.
Gotas
suicídas
escorrem por ai
desenhando
caminhos molhados
pelos vidros
no toldo transparente
escorrem
manhosas
aos
poucos
melancolia de dia cinza
em fios
para baixo.
Caem
e se esvaem na piscina
seu oceano

Cantiga de Versar

Poetisa quem versa o inverso da pressa
com verso conversa, se expressa, não estressa.
Vou nessa! De poesia perversa e feliz a beça!