Já fui melhor nisso
disso de perder o leme
no mar da carência
antes do Leblon
Navegar a vida
sem sentido, querer mais
menos tempero
desespero demais
(na pitada certa)
Descarrilou o trem do amor...
sou só, sou semente
da alma que se esvai
em terreno sem adubo
Tristonho segundo
me roubou a paz
me repito nesse som imundo
ecos do meu seio
escrevo sem sentido
regalias sem custeio
Tratamento covarde
de levar a vida na flauta
Sou tão pouco
me recolhi na poesia
aquela arte que os poucos que gostam
tem vergonha de assumir.
sábado, 12 de janeiro de 2013
Circularidade Peculiar
Talento se mede pela
qualidade
numa razão de
pouco papelão
pra muita sacanagem
Inspiração vem mole
avaliação depressa
quando ninguém vê
é melhor
Escrevo pois fracasso
no trato entre
alma e mundo
nas letras me faço
covarde, sumo
Sou nada na terra
Rei no meu surto
Entre linhas
lugar maldito
me machuca, maltrata
Dor
lugar melhor não há
qualidade
numa razão de
pouco papelão
pra muita sacanagem
Inspiração vem mole
avaliação depressa
quando ninguém vê
é melhor
Escrevo pois fracasso
no trato entre
alma e mundo
nas letras me faço
covarde, sumo
Sou nada na terra
Rei no meu surto
Entre linhas
lugar maldito
me machuca, maltrata
Dor
lugar melhor não há
Números Fatigados
A primeira do segundo
Na terceira tentativa
Engato a quarta
nesse verso de quinta
Categoria de quem bebe na sexta
e perde o sábado tentando se redimir
Das decisões tomadas
das cantadas mal dadas
e das dores sentidas
Começo do zero
à esquerda
Na terceira tentativa
Engato a quarta
nesse verso de quinta
Categoria de quem bebe na sexta
e perde o sábado tentando se redimir
Das decisões tomadas
das cantadas mal dadas
e das dores sentidas
Começo do zero
à esquerda
O Chiado do Chinelo
Água da chuva
do chão enxuga o seco
Encharca Chico e Pedro
Achada a trilha
enchergo o eixo
Enchido o peito
enxoto pra longe
a solidão, junto vai trovão
O chamado da chuva
e o cheiro do charco
deixam calmo
os ouvidos
e o chiqueiro cidade
muito menos chato.
do chão enxuga o seco
Encharca Chico e Pedro
Achada a trilha
enchergo o eixo
Enchido o peito
enxoto pra longe
a solidão, junto vai trovão
O chamado da chuva
e o cheiro do charco
deixam calmo
os ouvidos
e o chiqueiro cidade
muito menos chato.
Gorjeador
Feliz o homem que tira da certeza da cerveja gelada no findar da tarde a sua auróra.
Sente quente o coração e sorrir a alma.
Sua causa é nobre mesmo fora do horário,
muito trabalho é necessário para sentir-se menos operário.
Sente quente o coração e sorrir a alma.
Sua causa é nobre mesmo fora do horário,
muito trabalho é necessário para sentir-se menos operário.
Tártaros Fumegantes
Mais um fim de dia
Menos muitos finais felizes
Mais versos jogados no chão
Dramas insolúveis resolvidos
Mais filhos bastardos sem carinho
Na cama se acaba o tempo
é o prazo final das atitudes
auspiciosas ou mundanas
E o sono leva embora o esforço
e o valor da relevância
de cada passo dado
em cada esquina dos sonhos
Objetivos resumidos em agoras sucessivos
grandes movimentos
requerem esforço
tão monumental quanto
o da perna que leva a tartaruga
ao prato de comida
Eis aqui o fim de
mais um único
dia único
dia
seguinte
Menos muitos finais felizes
Mais versos jogados no chão
Dramas insolúveis resolvidos
Mais filhos bastardos sem carinho
Na cama se acaba o tempo
é o prazo final das atitudes
auspiciosas ou mundanas
E o sono leva embora o esforço
e o valor da relevância
de cada passo dado
em cada esquina dos sonhos
Objetivos resumidos em agoras sucessivos
grandes movimentos
requerem esforço
tão monumental quanto
o da perna que leva a tartaruga
ao prato de comida
Eis aqui o fim de
mais um único
dia único
dia
seguinte
Umas e outras, auroras
Das incertezas do caminho
eu quero as pedras
Do findar da esperança
eu quero a fuligem
Do torpor de um amor
eu quero a lágrima
Da junção do sim e do não
eu quero a certeza
Da bifurcação na trilha
quero passar por cima
do muro que divide
da cerca que separa
do chão que sustenta
de tudo quando pára!
eu quero as pedras
Do findar da esperança
eu quero a fuligem
Do torpor de um amor
eu quero a lágrima
Da junção do sim e do não
eu quero a certeza
Da bifurcação na trilha
quero passar por cima
do muro que divide
da cerca que separa
do chão que sustenta
de tudo quando pára!
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