domingo, 12 de maio de 2013

Multilamentação Anunciamentada


Demônio esse que dá surra
em dedos cavalos
por eles, arte sussurra
por pêlos eriçados
verdades desnuda
dessa vez quadrado
entretanto
mundano e com cuidado
para não soar amarelo
Terminologias a dar
te faria menos melhor
motivos alados
beijam o assoalho
com olhos esbugalhados
passam longe do querer
desanimo fácil com minhas atrocidades
tenho muito o que escrever

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Proto Memo

Prefiro ver menos
no escuro
onde nada
tudo
é pouco ou quase
claro
quando muito
se espera
de outro
mais ou menas
vezes
ponto

sábado, 27 de abril de 2013

Parentesco Fluvial


Plural é ser mundano
ir andando por aí
destronando reis, assoviando ao meio dia
Recusar convites é uma péssima ideia
pra quem quer viver de pé no chão
Mesmo sem um quinhão, siga numa boa
ouça o canto dos passarinhos, o esgoelar das cigarras
tão poéticas e dramáticas quanto o William
mas ele não morreu cantando
ponto pra cigarra!
Destape bueiros antes que explodam, é importante!
Segure-se no cabelos do primeiro mar que brotar no horizonte
Deixa aquele azar, o seu, ir pra bem longe
sem carona pra voltar
Não desconcentra, olha pra lá!
Olha como os homenzinhos vão de lugar em lugar
carregando coisas importantes, papéis assinados
mas são incapazes de fazer um sorriso brotar de um botão de flor.
Mostra pra eles como faz!
Descortina a realidade e chama o Descartes
e o Neo também
aposto que teriam orgulho de você!
Segue feliz
enchendo os olhos de cupcakes
e a barriga de guloseimas
coloridas, gostosas, novinhas
mas nunca deixa de lembrar de esquecer
o que você veio fazer aqui
nada, eu disse nada
além de passear
é só uma voltinha...

Cadeira Aguda


Traqueostomia deixa marca no gogó
Gente perneta pula de um pé só
Homem que faz arte, vive feliz mas cheira pó
Dona de casa dedicada só toma no fiofó
Nêga quando rebola nêgo diz que tem o borogodó
Poeminha mais sem graça, chega a dar dó
Pra dar um gostinho, joga mais camarão no bobó
Se tá sem mel, come a delícia da vovó
E deixa que os netos se enfrentem no totó
Se você gosta de bagunça, está formado o quiprocó!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Camafeu D'eu


Vivo atras duma moça com o sorriso bonito
e não pense que é coisa louca o que vos digo
E ela tá sempre, viu?!
Todo lugar lá vai aquele janelão
feito garça de asa aberta
Fico doido por ela!
Mas não amoleço não
vê se pode, cidadão
escrever poesia,
isso é coisa de sujeito são?
Mas fazer o que, me diga
adoro aquele sorriso
por ele eu corria de biga
mas sem aquela coragem do ben hur
sou mais acanhado, gosto de ficar de longe
a onda não é ter, é ver
por isso
vivo atras duma moça com o sorriso bonito

Irrefreável


Caminho pela sombra
os dedos, em cheio
palavras mudas
escrito sem jeitos
a carne nua
sofista perfeito
a testa sua
escorre respeito
a pele tua
move nevoeiro
ação escura
a rua inunda
o verso desgruda
cai a certa altura
quebra como vaso
se entrega como prostituta
faz um estardalhaço
e finge que tá tudo bem!
eis o escárnio

Mais um pouco um muro se erguia...


Do jeito de antes era melhor
penso menos, morria mais, inventava moda?
Bobagens escritas em papel de pão
ora mordiscadas, inexoráveis, baleias e leões marinhos
Duvidava das pretensões, confiantes mais do que confidentes
os pés.
Gosto de como cheiram ao caminhar, havia muita tolice por onde passavam
os tempos mudaram, dizem os mentecaptos, dura observação
Aos poucos é como se levitasse
saísse de órbita.
Fuligem se acumula do beiral da janela
onde os sonhadores apoiam seus cotovelos
pega fogo acolá.
Sobram poucas retinas historiadoras, contadoras de causos fantásticos
os tempos mudaram.
O cataclisma se aproxima,
salvem seus corações!!!