Faria mil acrobacias
se pernas tivesse
seria milhões
se dentro soubesse
Choraria rios
se oceano coubesse
pra lá fosse correr
Sol que se põe
sem gente pra ver
Mundo que se acaba
sem motivo
Vou correr!
pra não chegar
Ofegar sem cansar
triste canto dosar
assim vai encantar
meu unzinho salvar
na fumaça soltar
o grilhão de tonelada
ainda há muito a lamentar
domingo, 2 de outubro de 2011
Arcabouço do Falso Profeta
Tovador de merda
Poesia de meia tijela
Certo pelo torto
Linhas e duvidoso
sentimento
Uma bosta!
Não era pra ser
seu olho
do furacão
cego não me vê
Nunca viu
nem sorriu
Vida de graça
Tanto por tão pouco
Sofro calado
gritanto
cantando
sendo mais um
Eu
que fico
que vou
sendo
só
Poesia de meia tijela
Certo pelo torto
Linhas e duvidoso
sentimento
Uma bosta!
Não era pra ser
seu olho
do furacão
cego não me vê
Nunca viu
nem sorriu
Vida de graça
Tanto por tão pouco
Sofro calado
gritanto
cantando
sendo mais um
Eu
que fico
que vou
sendo
só
Lícor Jadeu
Quem dera desse pra medir
o tamanho do vazio
Quem dera desse pra sentir
tamanha sutileza
Quem dera pudesse ouvir
o som do silêncio
Quem dera pudesse voar
pra daqui longe ficar
Quem dera ousasse amar
menos pranto pra chorar
Quem dera voltasse ao normal
diferente modo de pensar
Quem dera tudo acabasse
seria o primeiro a aplaudir
Quem dera deus existisse
gargalhadas do porvir
Quem dera fosse melhor
jamais sentiria isso aqui
Quem dera arrependimento matasse
uma vez, duas vezes, até parir
outro de mim fora do ovo
da manada o estouro
alegria do morto
e o coração ia explodir
não sobraria mais nada
ai sim
seria feliz!
o tamanho do vazio
Quem dera desse pra sentir
tamanha sutileza
Quem dera pudesse ouvir
o som do silêncio
Quem dera pudesse voar
pra daqui longe ficar
Quem dera ousasse amar
menos pranto pra chorar
Quem dera voltasse ao normal
diferente modo de pensar
Quem dera tudo acabasse
seria o primeiro a aplaudir
Quem dera deus existisse
gargalhadas do porvir
Quem dera fosse melhor
jamais sentiria isso aqui
Quem dera arrependimento matasse
uma vez, duas vezes, até parir
outro de mim fora do ovo
da manada o estouro
alegria do morto
e o coração ia explodir
não sobraria mais nada
ai sim
seria feliz!
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Frusta-Cor: Fraco Arrombo Quetreme
Não me julgues pela falta de tato.
Um fato!
Minha vontade de você me deixa torto.
Na busca, o esforço
de ter teu sorriso maroto
depois de morto
o mar
sereno, revolto
Sou tolo no falar
mas meu fogo há de queimar
só pra te mostrar
que das cinzas nascerá eu novo
e em mais um esboço de tentar
vou te contar
te quero amar!
Um fato!
Minha vontade de você me deixa torto.
Na busca, o esforço
de ter teu sorriso maroto
depois de morto
o mar
sereno, revolto
Sou tolo no falar
mas meu fogo há de queimar
só pra te mostrar
que das cinzas nascerá eu novo
e em mais um esboço de tentar
vou te contar
te quero amar!
sábado, 17 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Nova Frade
Dos retalhos, leio versos. Tiro o sumo e confesso: preciso começar!
Relato o que me impeço de retrucar à vida, minha doce ferida, uma morte sentida ou sumiço imediato. Trovas vão e vem, a cabeça tosta ao olhar severo do Sol. Meu esmero tem como norte provérbios de sábios maltrapilhos de outrora. Sigo Antônio e seus concelhos, conceitos pruma nova aurora de mim.
Fico triste pois em berço explêndido estaguino.
Mas no assobio da canção, vejo motivos para líquido ser, esparramo meu ter, fornico saberes e transo momentos. De agora, ás distante, vejo frutos de jujuba ao alcance dos dedos ali na frente. Porém, a passos fundos, não seguro o futuro nos braços, assim como o sorriso da menina mais bonita só me restou um traço.
sábado, 10 de setembro de 2011
Frases amontoadas em ritual...
Aperto o botão de 'off' do coração e relaxo. A correria dos neurônios me faz pensar nas flores do jardim. Tão coloridas que ofuscam o movimento de expansão dos seres amantes. A intensidade é tanta que faz suar as mãos e traz lágrimas aos olhos de quem enxergou um futuro azul, livre de ponderações porém ligado à razão do amor livre de grilhões de qualquer cor ou espécie.
Assim como as flores podem murchar, árvores podem crescer e dar frutos. Mas e se andássemos de mãos dadas em slow motion? Teríamos mais um ao outro, mesmo que numa dimensão misteriosa? Relações de troca são como agrotóxicos em plantações, fazem bem imediato, ajudam a crescer, a fortificar, a colorir, porém, em um instante se fazem nocivas justamente pelas benécis que provocam.
Mantenho no peito um caldeirão que desliga. Nem quente nem frio, prefiro morno.
Assim como as flores podem murchar, árvores podem crescer e dar frutos. Mas e se andássemos de mãos dadas em slow motion? Teríamos mais um ao outro, mesmo que numa dimensão misteriosa? Relações de troca são como agrotóxicos em plantações, fazem bem imediato, ajudam a crescer, a fortificar, a colorir, porém, em um instante se fazem nocivas justamente pelas benécis que provocam.
Mantenho no peito um caldeirão que desliga. Nem quente nem frio, prefiro morno.
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