sábado, 28 de abril de 2012

Dolores Sanfona

Desacredito
Acredito
Desacredito
10 acreditos
Desacredito
Acredito
Desacredito
Não acredito!
Sim, acredito.
Não a cre di to!!!!
Credito
ao verbo
ao confiar
ao sentir
sem sentido
até quando?

domingo, 22 de abril de 2012

Dar-me Imolação

Das pesadas albuminas do prazer
aos inventos ideológicos do tesão
Tudo vira pó
Frutífero pensar, constantemente
mudando de direção as vontades
de intenção as saudades
matando de sede novos rumos
Sintetizo mau agouro em pílulas
ternas e fofas
de grosso calibre
imaginando como seria se fosse
livre
O voo da garça marca
o início da farça
sem máscara
tudo fica sem graça.
Na dúvida entre o certo e o errado
nada faça!
Chute o pau da barraca
chame o policial de bunda mole
e disfarça
sai de fininho
pro lado de lá da praça.
<->
Porquinha quando nasce
fica cheia de ilusão
Parafuso quando enrosca
enche a porca de tesão!

sábado, 21 de abril de 2012

Jeito EssE

Que poesia ler
dizer, fazer, comer, morder, sorver
sobrev...oar
aqui
pra vocês
agora
?
Antes fosse na escola
bem cedinho
primeiro soneto aos 4 anos de idade!
fazendo haikai aos 7, com uma velocidade...
Recitar e poetar
Poetar e recitar
Criar, fantasiar, comunicar
Chorar, envergonhar, maltratar
Sorrir, gargalhar, exaltar
Amar
Poesia

domingo, 25 de março de 2012

Estalando os Dedos

Hoje encontrei com o homem mais triste do mundo.
Entre muitas exclamações, conversamos animadamente.
Seus olhos eram os de um menino com uma caixa de lápis de cor sem ponta nem apontador.
Me confidenciou amores inalcançaveis e como era bom em findar angústias com drogas pesadas.
Passeamos entre nuvens brancas em céu azul.
No fim do passeio, e da conversa, após me explicar como foi feia a sua briga com a esperança, ele me diz um segredo que divido com vocês à revelia de sua vontade:
"Caro irmão, sabe quando sou o homem mais triste?"
e com um largo sorriso completou
"Quando ouço bom Jazz!"

Numeral Alegórico de Silêncio Prolongado

Ser eu não sei, eis a questão
Num posto simples de imconpetência,
um guarda noturno esperando o sinal
que não vem...
Desastrado causador de impropérios
desventuras e angústias
sempre insolúveis
Durmo o sono dos justos
que pisam a cada dia essa terra
de baixo pra cima
e além dela
Solidão em meio a multidão
Individualidade enrijecida
Um devorador de egos, carnavalesco da tristeza
Máquina voraz que produz
infinitas gotas de lágrimas por segundo
que ajudam a semear sorrisos ao longo da via
Vida, doce, Vida
me diz, minha linda
onde é o final da tua linha
pra dela fazer rabiola
colorir meu céu
mesmo que só até a aurora
dos fim dos tempos
meus, seus
mas até lá
simbora...
- Crash -
Aproveitando incejoso movimento
alego inocência antes de abrir falência
Que tudo fique bem claro
não sou afeito a lições baratas
porém, antes que tarde fique e escureça lá fora
há que se convir
na atual conjuntura dos fatos
excluindo-se os patos tranquilos em suas lagoas
eu sou apenas um
magro, novo, elástico
navegante primeiro dos mares de meu corpo
primeira locação
com vista para o mar de cores e realidades congruentes
já semi novo, admito
bem menos inocente, cheio de marca de tombos
sem atrativos aparentes, pouca beleza e muito móveis velhos
em meu interior
espaçoso e frio como o entardecer do Outono
Um péssimo negócio, o melhor que se pode encontrar
em dias tão nebolosos
em que a Luz tarda a brilhar.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Perigas Piegas

Paralelas tortas
se encontram no infinito?
Divides vida com ontrém
mediado por fina parede de vidro
Do lado de cá
o lado de lá parece límpido
Do lado de lá
do lado de cá parace vinho
Entorpecendo olhares
avançando aos pouquinhos
Até que o vidro se quebra
a parede revela
o que pensou baixinho
Dois lados de diferentes moedas
tem o mesmo valor
O abraço recepciona
mais uma história de amor!

domingo, 18 de março de 2012

Drama Morfético

Da vontade de nada ser
os minutos seguintes precedem
Outra vez vazio de serventia
Permita-me dizer muitas sandices
inumeras formas vacilantes ocupam as paredes
de salas com iluminação parca
Esses momentos bruxuleantes são constantes
velas, luz vacilante
Altares egóicos adornados ricamente
Fato costumaz de pretéritos imperfeitos
Até quando formar mentirosos bachareis
de conhecimentos mundanos porém férteis
de significações elevadiças e totalmente valorosas?
Um desperdício de talento!
Mais fácil seria reunir a galera em torno de um tambor
pedir a todos que arranquem seus instintos pela cabeça
e girem sem parar.
A ciranda que um dia já foi pra dançar
hoje te faz tremer de tanto controlar
Eis o cíclo da vida que te apresento de dentes arregalados
e de olhos cerrados...