foi e deixou um vaco
um que falta
um rastro
do que outrora
era tua figura
presença futura
move sentimentos
transtornos tranfigurados
pobremente relatados
por dedilhadas débeis
tenases, porém
focadas no objetivo de impressionar
pretenciosas, esperam
180 graus de rotação dos seus pés
de lá pra cá, é claro
na direção do assento ao me lado
exatamente onde está o tal vaco
que você deixou
sábado, 14 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
descobrido no frio
passar a te ver com uma certa frequencia me deixou assim...
agora sinto saudade de vc
coisa que não fazia idéia do que era
descobri uma coisa boa
pq saudade vem sempre acompanhada de uma bela lembrança
e uma bela lembrança sua sempre envolve teu sorriso
descobri outra coisa muito boa
pq teu sorriso também é uma bela lembrança
e assim vou indo
descobrindo jeito novo de vccontinuo te vendo com uma certa frequencia
em cada memória
sentindo saudade vez ou outra
e vendo teu sorriso o tempo intêro!
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Topa Tudo Pôr Centeio
Só gosto de gente corrida
com pouca valia
que me faz gargalhar
Mais legal do que carnaval
seguro no meu astral
e firme, vou dançar
Bailam os desavisados
tristes com descaso
tudo há de acabar
Labuta movida a bebida
motivando mais maravilhas
a sexta vem e inebria
na surdina puxa pelo calcanhar.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Lôdo Fungo Scópico
A melhor parte de não existir
é pensar em branco
e passar batido
sem sofrer nenhum arranhão.
Comigo é diferente
eu existo bem menos que isso
não faz a menor diferença
o que penso ou o que sinto
sou marginal
sou explosão por angústia
eis-me aqui
poetizando em troca
do tostão do teu olhar.
é pensar em branco
e passar batido
sem sofrer nenhum arranhão.
Comigo é diferente
eu existo bem menos que isso
não faz a menor diferença
o que penso ou o que sinto
sou marginal
sou explosão por angústia
eis-me aqui
poetizando em troca
do tostão do teu olhar.
Boneca Russa
Lá vai aquela menina
Baton vermelho
Cabelo escovado
Um vestido de fino trato
Deslumbrante
Por um instante
Preferia quando
Andava de chinelo de dedo
Pelas pequenas coisas
Tinha zêlo
Pouca altura de nariz
Eu sabia que ela era feliz!
Baton vermelho
Cabelo escovado
Um vestido de fino trato
Deslumbrante
Por um instante
Preferia quando
Andava de chinelo de dedo
Pelas pequenas coisas
Tinha zêlo
Pouca altura de nariz
Eu sabia que ela era feliz!
Pesar do Tempo
O que você quer saber,
quem sou,
ou pra onde vou?
Talvez
saberei dizer
parcas porcas palavras
deslocadas de sentido e
sensatez?!
Teu pedido é perdido
nas águas nobres
que induzem pensamentos
nem convencionais
nem pertinentes.
quem sou,
ou pra onde vou?
Talvez
saberei dizer
parcas porcas palavras
deslocadas de sentido e
sensatez?!
Teu pedido é perdido
nas águas nobres
que induzem pensamentos
nem convencionais
nem pertinentes.
Deliciosa Anestesia
Esse sou eu
quase indo lá
Ainda no Jardim Botânico
ela me assalta
as memórias, aos olhos
reflete na janela do coletivo
minha imaginação vidrada
começa a flutuar
por segundo eternos
que me fazem atravessar os bairros seguintes
olhando seu portão
o dia é frio
minhas mãos se escondem
elas seguram a vergonha que não imagino ter
seu rosto brilha na noite
ela vem ao meu encontro me servindo um abraço apertado
sei que está feliz com a surpresa
minha timidez provocando sorriso
ali, no cantinho da boca
arrepios me vem como lenhas para a fornalha da fantasia
curto, sucinto, boa escolha de palavras
gestos minimizados, expressão severa
de quem fala para milhares
nem reconheço esse eu de mim
termino e não peço resposta
justificativa que encontro para abrir o parêntese emocional
na nossa intença relação
projeto o infinito
e firme digo isso pra ela
no vão central eu dou tchau e viro as costas
suspiro alto no ônibus
sinto sua mão no meu ombro
ela me olha como quem lê um livro bom
sorri pra mim
ah, ela vai sorrir pra mim!
me abraça
e me beija
e me deixa
tentar mostra-la
que posso fazê-la feliz
meu ponto chega
faço sinal
desço e vou pra casa
Esse fui eu
quase indo lá
quase indo lá
Ainda no Jardim Botânico
ela me assalta
as memórias, aos olhos
reflete na janela do coletivo
minha imaginação vidrada
começa a flutuar
por segundo eternos
que me fazem atravessar os bairros seguintes
olhando seu portão
o dia é frio
minhas mãos se escondem
elas seguram a vergonha que não imagino ter
seu rosto brilha na noite
ela vem ao meu encontro me servindo um abraço apertado
sei que está feliz com a surpresa
minha timidez provocando sorriso
ali, no cantinho da boca
arrepios me vem como lenhas para a fornalha da fantasia
curto, sucinto, boa escolha de palavras
gestos minimizados, expressão severa
de quem fala para milhares
nem reconheço esse eu de mim
termino e não peço resposta
justificativa que encontro para abrir o parêntese emocional
na nossa intença relação
projeto o infinito
e firme digo isso pra ela
no vão central eu dou tchau e viro as costas
suspiro alto no ônibus
sinto sua mão no meu ombro
ela me olha como quem lê um livro bom
sorri pra mim
ah, ela vai sorrir pra mim!
me abraça
e me beija
e me deixa
tentar mostra-la
que posso fazê-la feliz
meu ponto chega
faço sinal
desço e vou pra casa
Esse fui eu
quase indo lá
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