Me foge o senso
para exprimir o tento
troca-se fala por tara
O diálogo flui naturalmente
seja escrevendo ou desenhando
o silêncio, por engano
ela séria, eu gritando
pelo papel, entrelinhas
me reviro, ela pinta
meus instrumentos me maltratando
e ela, com os dela, conversando.
Sua madura calma
me sacode como o vento
mais uma fruta doce
cai do meu pé...
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Calada Flamejante
Impressões mastigadas, agora, tolices
Dominado pelo verde azulado de sua grandeza
Pega-pega, me pega dali
me pega de lá
Cuidado pra ninguém notar
Jogo o jogo com cautela trêmula
Antes, carro potente só no videogame
Piloto? Piloto!
Finjo que guio, faço o que posso
Tipo isso, ato, ofício, substrato
fuga e esconderijo.
Refém sou é das linhas
que me liberam as palavras
e saram minhas feridas.
Dominado pelo verde azulado de sua grandeza
Pega-pega, me pega dali
me pega de lá
Cuidado pra ninguém notar
Jogo o jogo com cautela trêmula
Antes, carro potente só no videogame
Piloto? Piloto!
Finjo que guio, faço o que posso
Tipo isso, ato, ofício, substrato
fuga e esconderijo.
Refém sou é das linhas
que me liberam as palavras
e saram minhas feridas.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
...after nothing's eve
I am a writer
that nobody knows
having a paper as my only host
Moaning deep whispers
like a mad ghost
Through this invisible pen
I can't hold
I seek for an intangible measure
where the metter is most
Now keep your eyes closed!
and behold
the lines becoming old
the jokers starting to fold
the silly walk of Hope
at the end of the world.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Sinalização Triângulada
Ensaio sobre a poesia em 3 atos:
- Dias virão suplantar o monstro, uma ou duas vezes, perdido entre linhas, dourado de ferrugem. Mandinga minha, atitude sua.
- Tens verbos simples nos lábios.
Mantém distância de meu hálito.
Mal hábito de ser mito.
Derrubo paredes e solto raios.
- Do outro lado,
espaço.
Na outra vida,
o vício.
Do lado de cá,
o escracho.
- Dias virão suplantar o monstro, uma ou duas vezes, perdido entre linhas, dourado de ferrugem. Mandinga minha, atitude sua.
- Tens verbos simples nos lábios.
Mantém distância de meu hálito.
Mal hábito de ser mito.
Derrubo paredes e solto raios.
- Do outro lado,
espaço.
Na outra vida,
o vício.
Do lado de cá,
o escracho.
Carta de Amor
Esquece o amor romântico
que a dor passa.
Essa dor é invenção,
é você e mais nada.
Impossivel é deixar de seguir
de achar outros caminhos para o sentimento.
Isso que você chama de tristeza
na verdade é energia.
Sua energia!
Você gasta como quiser.
Vais mesmo optar pelo sofrimento?
Dá uma volta sozinha pelo quarteirão,
toma uma coca, pede um sorvete
e não esquece o violão.
Sei da dificuldade de te fazer entender
esse esclarecimento que me veio tarde.
Também sei da tua dificuldade de assimilar o conselho,
talvez por precisar de mais um pouco de estrada,
mas tenho certeza que vais assimilar
um dia, quem sabe, talvez
Então fica a dica
de pensar outra vez
A rede social potencializa a solidão
se expor só trará mais dor
"o que eu tenho a perder?"
você me perguntou
te devolvo com
"o que tá deixando de ganhar?"
Há um lindo caminho à frete com muitos amores,
além dos que já estão e seguirão por esse caminho ao seu lado.
Esquece o amor romântico!
Se concentra em só amar,
intransitivamente, pluralmente, descaradamente...
Amor não se trata de pessoas.
o Amor é, o Amor está, o Amor será
Quando entender que ninguém desperta nosso amor,
e que para amar não devemos devotar
teu peito vai explodir
e o conselho dessas linhas
vão se banalizar...
que a dor passa.
Essa dor é invenção,
é você e mais nada.
Impossivel é deixar de seguir
de achar outros caminhos para o sentimento.
Isso que você chama de tristeza
na verdade é energia.
Sua energia!
Você gasta como quiser.
Vais mesmo optar pelo sofrimento?
Dá uma volta sozinha pelo quarteirão,
toma uma coca, pede um sorvete
e não esquece o violão.
Sei da dificuldade de te fazer entender
esse esclarecimento que me veio tarde.
Também sei da tua dificuldade de assimilar o conselho,
talvez por precisar de mais um pouco de estrada,
mas tenho certeza que vais assimilar
um dia, quem sabe, talvez
Então fica a dica
de pensar outra vez
A rede social potencializa a solidão
se expor só trará mais dor
"o que eu tenho a perder?"
você me perguntou
te devolvo com
"o que tá deixando de ganhar?"
Há um lindo caminho à frete com muitos amores,
além dos que já estão e seguirão por esse caminho ao seu lado.
Esquece o amor romântico!
Se concentra em só amar,
intransitivamente, pluralmente, descaradamente...
Amor não se trata de pessoas.
o Amor é, o Amor está, o Amor será
Quando entender que ninguém desperta nosso amor,
e que para amar não devemos devotar
teu peito vai explodir
e o conselho dessas linhas
vão se banalizar...
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Fémme
Mulheres todas
vocês são lindas
de qualquer jeito
Principalmente quando
estão de sandálias
e eu posso ver seus pézinhos
lindos pisando o chão
que devolve força
pra contrair as coxas
e dar curvas as panturrilhas
as minhas favoritas
como o jeito de torcer o pescoço
e deixar o queixo por cima do ombro
e dando aquele sorriso doce
o cabelo escorrendo suave
nas feições de gozo ou felicidade
Como andam de salto
jogando o quadril pro lado
ou como são meninas
por traz de olhares sedutores
querendo nos mastigar
Vocês são meu ão
meu dia e minha oração
sem sujeito, mundo perfeito
seria só de vocês feito!
terça-feira, 6 de novembro de 2012
TrovaTrovãoCalaMeuBocão
Sabe que importa quando entorta a porta do assédio inteiro?
Sobrepuja a candura oculta no gracejo.
Torna imunda outra forma de inventar.
Pormenoriza contundência, cria ritos e mitos. Gritos!
Ofício de preencher orifícios de bichos onívoros.
Qualidades expostas em um pé só!
Turbililhonésimos segundinhos de sagaz excitação...
[arrochando os dedos dos pés)
Ontem, calado na calada, calcado, cabeça baixa
Hoje calmo, comigo, canto carinho no caminho comprido quase cumprido
Estrelas caem ao som do estampido
Gostaríamos, sempre combalidos, mudar de hino
bons meninos, bons santolinos
lixo no carro, mato no gato, falante, não paro
megafone na mão, gritando em alto e bem são
Calem-me, se não eu irrito!
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