terça-feira, 8 de outubro de 2013

Key que é isso?

Esqueço as chaves de casa
fico na rua
sem rumo, sem lua
apenas com os trapos de bunda
Escolhido o caminho
eu sou de mansinho
perdido nesse mundo
movido a protestos e tumultos
da minha cabeça
um sussurro
tô sozinho não
tem mais gente sem túmulo
Vamos nos encontrar no bar?
Deixar a hora passar
o vento cortar a carne de quem não se cobre
com panos finos ou esperanças mortas
Viajo, me engajo, bêbado a essa hora
um abraço pros descamisados
um tapa na cara dos amarrados
vou sem tempo colher rosas
ah!
um beijo no ombro pras invejosas
(de ambos os sexos, horrorosas!)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Aumente Calmamente

Como se faz para amansar uma calma alma?
Destroçar seus sonhos
Abalar seus alicerces
Digerir seu útero
Duvidar de mansinho nesse sonho acordado
Movimentos e mais horas
Os corpos calados sopram suas asas embora
Nada passa de uma encenação
Personagens vivos em folhas mortas de um livro
lutam pelo direito de horrorizar
Calma alma
Cálido será seu prazer no movimento
dos quadris vulgares, fábricas de mocinhos e bandidos
e túmulo da Arte!
Não faça sua as palavras minhas
seja tua língua, feroz, e lamba tudo
da base até a cabeça
Cuspa saliva ácida, tua poesia
Mate esses sorrateiros seres, ricos coitados
Deturpe a realidade virtual, gente de carne e osso
Meus filhos, meus perjúrios
Palavras silenciosas de calmas almas
calamidade iminente em forma de inércia asfixiante
a alma deve mentir...

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Morte e Dia Sereníssima

Resgatando um tempo simples
onde era marujo em águas serenas
A alma se despede de ontem
cheia de feridas nos pés
Lágrima de alegria
pois os passos foram firmes
e não escolheram terrenos
de braços abertos,
pisco faceiro para o amanhã
ainda descalço
ainda inseguro
ainda com fé
mas agora sem medo!

domingo, 8 de setembro de 2013

Hoje são as Cretinas Cracias

Diclofenaco de potência arremessa-se em massas pelas ruas...
Substrato laranja de pouca durabilidade desestabiliza o leme.
Patriarcado obsoleto martela e pulveriza, esperanças, filhos, vidas
Reticências...
Morfina na jugular pra ajudar passar
momentos invisíveis de mudança e a velha, enrugada e triste
vovó Esperanza, procura vitaminas em sua estante.
A truculência da natureza tão indiferente
assiste a tudo de camarote e come pipoca de micro-ondas
Ondas essas de mar aberto a poucas possibilidades e um só horizonte.
Afeto e concreto nublam preferências moderadas de prazer
que muitas vezes prometem passar mais tarde para sei lá o que
Minha janela dorme aberta mas não é convidativa.
Grades para os homens, tela para os mosquitos.
Verbo cerrado, incontáveis tempestades nos cercam
fardadas ou não, a porrada sempre surge de gente especial
amada, importante, superficial
Inconstitucional deve ser meu coração e minha ingenuidade
continuo escrevendo obscenidades subservientes à loucura
mal vistas por olhares calejados
acostumados a serenidade de facilidades, a simplicidade explicita
até mesmo a rebuscadas construções sistêmicas
trocaram as cortinas "de Cartes" por persianas coloridas
Tudo é um show!
Freak, ou na lixa,
é a revolução, Baby!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Acorrestado de Pedreiras

É grande e é oca
Estante entulhada
com silêncio e bagunça
sentimentos
sobretudo paúra
Espaços enferrujados
enorme para os lados, pois
de pequeno significado
Amedronta, diminui
as pessoas que ali se esmagam
flagrando seus fracassos
definhando na desfaçatez e auto piedade
[flagelo sagrado esse abraço de espinhos]
As frequências que diluem horas
atiçam o lado escuro
da memória
dando luz sem parir
a algo ofegante
espasmando sorriso desfocado
a
cada
milhões
de
segundos
rasteira essa felicidade
balsamo das negras cicatrizes
É gaiola de ouro
sangue, suor, lágrimas
casa do escárnio, abrigo de loucos
lar, doce lar

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Remoendo Retumbâncias

Decidi optar pela pior opção.
Saí do lugar, fechei o portão.
Não tinha mesmo o que falar, era assim
Ai de você se duvidar de mim!
Te digo uma coisa, vai entender
Mais vale perna roçando que boiar no Tietê.
Morre menos, marujo.
Esquece a borboleta
foca no casulo.
Mesmo que interrompam o seu lugar
pare pra pensar
deseje o olho vidente
e antes que a poeira assente
tente a Luz espiar.



ATO


Gostaria muito que fosse verdade
se tivesse
um espaço pra alugar
entre o sucesso e a realidade

OTA



Dia e noites sem dormir ou foder desmancham a cabeça de qualquer peregrino russo.
A contagem de linfócitos e/ou espermogametas encheriam uma caixa de grampos...

Mortabilidade Fogossintética

Traqueostomia
estou só
tubos e conexões a parte
só desce o pior
Manutenção de veia cômica
faz da safena a ponte
entre os ismos intolerantes
e o estilo da fonte