Dane-se a empáfia
filha minha que foge à luta
Trago pra ti a boa nova
namoro com a Lua!
Verde mato foi dizer
ao Sol que pare
de soprar luz no meu rosto
Pois teus desgosto dilacera minha alma
Fazei bom juizo do teus valores
encherga a água
enchuga a lágrima
e vem pra roda
Não finje moleza
faz da tua tristeza
motivo pra voar
Ou vai saindo de fininho
enquanto eu conto baixinho
o quanto choras por amar
terça-feira, 12 de abril de 2011
Tiro na Colombina
Arpão sofisticado
Traz pra perto
a unhadas
Um dia você percebe
que foi mordido
Pranto!
Arredio, o homem se encolhe
Diz pra seu peito
que ali já não dorme
nem bate
nem pulsa
pulso cerrado
rubro de sabor duvidoso
Desconfio da sobra do meio dia
Levanta cinzas dos que já foram
A esse arpão novo
peço socorro
sem vontade de rimar
tudo denovo.
Traz pra perto
a unhadas
Um dia você percebe
que foi mordido
Pranto!
Arredio, o homem se encolhe
Diz pra seu peito
que ali já não dorme
nem bate
nem pulsa
pulso cerrado
rubro de sabor duvidoso
Desconfio da sobra do meio dia
Levanta cinzas dos que já foram
A esse arpão novo
peço socorro
sem vontade de rimar
tudo denovo.
TaMarino
Do alto da torre
Salto para o infinito
Derrapando com as aves
Festejando com grito
Armação do meu bem
Trai o amor
que levo comigo
Navegando no cimento
Sou capitão de um navio de papel
Rumo ao horizonte de fogo
sem me importar se sou mesmo um pastel!
Salto para o infinito
Derrapando com as aves
Festejando com grito
Armação do meu bem
Trai o amor
que levo comigo
Navegando no cimento
Sou capitão de um navio de papel
Rumo ao horizonte de fogo
sem me importar se sou mesmo um pastel!
Um trator passou por aqui
Decepcionado, muito decepcionado
Ser motivo de mágoa
dói
Impotente, maltrapilho, dilacerado
Meus olhos como pedras de um rio
violento e triste
Me diminuo, fico muito pequeno
me questiono
Culpado ou inocente?
Pergunta sem resposta
sentimento sem cabimento
Frustrado, desolado
O que fazer com a dor do outro
que de tão forte
te abate mesmo de longe?
A amargura e o ódio são terríveis
usam de ironia para ferir
e da dureza das palavras pra fazer sofrer
Espero que meu amor seja forte
e me faça passar por isso de forma digna
digna de quem acredita que o amor
só o amor
consegue a proeza de ser eterno
mesmo depois de terríveis surras
Um brinde aos bons sentimentos!
Bem aventurados àqueles quem amam a cima de tudo!
Ser motivo de mágoa
dói
Impotente, maltrapilho, dilacerado
Meus olhos como pedras de um rio
violento e triste
Me diminuo, fico muito pequeno
me questiono
Culpado ou inocente?
Pergunta sem resposta
sentimento sem cabimento
Frustrado, desolado
O que fazer com a dor do outro
que de tão forte
te abate mesmo de longe?
A amargura e o ódio são terríveis
usam de ironia para ferir
e da dureza das palavras pra fazer sofrer
Espero que meu amor seja forte
e me faça passar por isso de forma digna
digna de quem acredita que o amor
só o amor
consegue a proeza de ser eterno
mesmo depois de terríveis surras
Um brinde aos bons sentimentos!
Bem aventurados àqueles quem amam a cima de tudo!
terça-feira, 5 de abril de 2011
Mar do Norte
Salvador
Mar azul, céu tranquilo
Salvador
Amor, comida, suor
Salvador
Sorriso, música
amizade, tambor
Salvador
O carinho da baiana
acarajé na pança
muqueca que o amigo lança
me traz esperança
Dias melhores estão
virão, virarão pirão
misturado na farinha
que me deixa assim, na brisa
Verão e calor
na minha alma o ardor
de são
Salvador
Mar azul, céu tranquilo
Salvador
Amor, comida, suor
Salvador
Sorriso, música
amizade, tambor
Salvador
O carinho da baiana
acarajé na pança
muqueca que o amigo lança
me traz esperança
Dias melhores estão
virão, virarão pirão
misturado na farinha
que me deixa assim, na brisa
Verão e calor
na minha alma o ardor
de são
Salvador
domingo, 3 de abril de 2011
Final de Tarde
No final das contas, ele só não queria ficar sozinho...
Não sabe lidar com a solidão.
Eles todos disseram adeus.
E ele, nunca mais viu o brilho do Sol
sábado, 2 de abril de 2011
100 Roscas
Me afogo num copo d'água
Palito de fósforo é passarela
Equilíbrio e destreza
Toneladas de formigas no pote de açúcar
A pia tá morena demais
Um café passado enfeita meu jardim
Armadilha de fora
Jogo de forca no muro da sala
Caleidoscópio de tempos verbais
inundam minhas células
É tempo de acertar o relógio
Nunca mais visto cinza!
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