Semeadura de instante. Mitos meus somem no por do dia.
Um guia de sobrevivência é aberto em alguma esquina do mundo.
Matreiro que sou, busco ser obtuso nos momentos mais rosas, clareando cada sombra que me aparece na frente.
Clareio mesmo, subo os tons com a facilidade que Orwel previu a ruina do mundo moderno.
Grande cara.
Padeço das enfermidades e das efemeridades desse chão que pisam sobre minhas cabeças todas. Afinal, sou eu, pois moderno de mim comungando com os esclarecidos depois do horizonte.
Martelo a bigorna e esmurro a ponta da faca.
A foice do ceifador tira fino da minha jugular cada vez que você completa uma frase fútil no corredor do shopping.
Lugar interessante esse. Lá todos são felizes, já percebeu?
Carregam seus medos no compartimento ao lado do cartão de crédito, seu humorista predileto. Dançam nuas em frente as vitrines, choram lágrimas fétidas a cada beijo apaixonado projetado em enormes sugadores de sonhos.
E do lado de fora, quem rí por último é quem não entendeu a piada.
Falando nisso, nasci denovo a alguns segundos atras.
A Lua me disse que você iria estranhar as próximas horas. Eu disse a ela que não se preocupasse, esta tudo em ordem na casa dos que tem início meio e...
fim
sábado, 12 de novembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Travessuras e Travesseiros
Louca boca perpassa cantos tão obscuros que usa a língua pra ajudar
a entender, a falar, a beijar e a desfigurar
Morta de curiosidade ela continua
Tropeça em faíscas hedonistas, em zonas que de tão quentes chama erógena
A princípio é levada, sem se ligar, já entra no jogo
Derrama carinhos incompreensíveis e se zanga
que venham os dentes
Ai, a raiva, a força
Morde, assopra, lambe, seduz
O trio segue inseparável rumo as alegrias momentaneas
em segundos você já os confunde, são um só
chupam com vigor, beijam com fervor
te provocam
Não basta querer, tem que fazer merecer
os lábios quentes da boca semi serrada
a língua e seus movimentos hipnotizantes
os dentes e sua firmeza na medida certa
Tu se derrete!
Pede mais!
Implora!
Eles não param, são exploradores do íntimo de quem os aguarda
de braços e pernas abertas
Já está mais sério e você não se controla
Um vento sopra teu ouvido e em seguida um tufão cresce em você
se contorce, faz forte, dança em brasas, lacrimeja gargalhadas
a boca beija
a língua lambe
o dente morde
devagar
carinhosamente
fazendo durar o sublime
um infinito de poucos minutos
E no fim
os três se juntam, desgrudam, sobem
sussurram
Quero mais!
a entender, a falar, a beijar e a desfigurar
Morta de curiosidade ela continua
Tropeça em faíscas hedonistas, em zonas que de tão quentes chama erógena
A princípio é levada, sem se ligar, já entra no jogo
Derrama carinhos incompreensíveis e se zanga
que venham os dentes
Ai, a raiva, a força
Morde, assopra, lambe, seduz
O trio segue inseparável rumo as alegrias momentaneas
em segundos você já os confunde, são um só
chupam com vigor, beijam com fervor
te provocam
Não basta querer, tem que fazer merecer
os lábios quentes da boca semi serrada
a língua e seus movimentos hipnotizantes
os dentes e sua firmeza na medida certa
Tu se derrete!
Pede mais!
Implora!
Eles não param, são exploradores do íntimo de quem os aguarda
de braços e pernas abertas
Já está mais sério e você não se controla
Um vento sopra teu ouvido e em seguida um tufão cresce em você
se contorce, faz forte, dança em brasas, lacrimeja gargalhadas
a boca beija
a língua lambe
o dente morde
devagar
carinhosamente
fazendo durar o sublime
um infinito de poucos minutos
E no fim
os três se juntam, desgrudam, sobem
sussurram
Quero mais!
sábado, 5 de novembro de 2011
Trajetoria Serpentina e Crua
fui ali em outro planeta rapidinho colher flores pra vc...
onde vc foi colher flores pra mim??
em um planeta em q só se pode entrar, é proibido sair, só olhar pela janela
é redondo mas com pontas afiadas
amontoado de gente legal que não gosta de carnaval
e tem o jardim de flores mais lindo do universo
uma flor dessas tava me contando num animado papo
sabe akela q vc mais gosta?
ela me perguntou as gargalhadas
enviei pra vc a um tempão.
agora leve de volta por detraz de onde vieste um lindo buque de sonhos azuis pra ela
aposto q seu sorriso vai iluminar a tua vida inteirinha por pouquissimos segundos
peguei o buque e tronei a ir, mas agora pra k
toma
sorri
me ama?!?!?!?!
: )
onde vc foi colher flores pra mim??
em um planeta em q só se pode entrar, é proibido sair, só olhar pela janela
é redondo mas com pontas afiadas
amontoado de gente legal que não gosta de carnaval
e tem o jardim de flores mais lindo do universo
uma flor dessas tava me contando num animado papo
sabe akela q vc mais gosta?
ela me perguntou as gargalhadas
enviei pra vc a um tempão.
agora leve de volta por detraz de onde vieste um lindo buque de sonhos azuis pra ela
aposto q seu sorriso vai iluminar a tua vida inteirinha por pouquissimos segundos
peguei o buque e tronei a ir, mas agora pra k
toma
sorri
me ama?!?!?!?!
: )
Derramou um pouquinho
nada demais, tudo relevante, pouca poética, muita expressividade, louvor ou prepotencia, marcas multiplas de um ser só, com os fios de cabelo e dedos nas teclas pretas da maquina....
palimpsexto de mim
parangolé de uma só manga, por onde entra e sai do mesmo lugar e passa daqui prali de lugar algum cheio de letreiros convidando para festas animadíssimas com critica liberada a noite inteira
quando eu durmo o zé tambem funga
igual o mosquito que tenta puchar conversa no pé do ouvido, eu faço do meu jeito. Mas levo mais tapas que borrifadas de aerozól...uma pena!
Tarde dessas eu virei uma borboleta. Tive meu dia de sorte: VIVO POR UM DIA! Pintei quadros, cuspi poesias e ladrei ao por da Lua. Fim de papo.
A curvatura das pernas dela me enlouquecem. Chego pensar em navios. Navedo pra fora do horizonte das possibilidades infinitas mas com muitas ressalvas. Já viu barco voando? Parece um avião mais gordo, de turbante e sem risco de terroristas. Terroristas não se dão com piratas...fica a dica!
Agora q já to voltando pra casa, deixa eu te pedir um favor. Quando a tv estiver ligada, o sofá quente formando perfeitamente o formato das tuas nádegas, o noite fria invadir teu peito e tuas angústias te fizerem chorar, grite bem alto dentro de um balde com água e me conte como você será feliz pro resto da sua vida!
Até jamais
palimpsexto de mim
parangolé de uma só manga, por onde entra e sai do mesmo lugar e passa daqui prali de lugar algum cheio de letreiros convidando para festas animadíssimas com critica liberada a noite inteira
quando eu durmo o zé tambem funga
igual o mosquito que tenta puchar conversa no pé do ouvido, eu faço do meu jeito. Mas levo mais tapas que borrifadas de aerozól...uma pena!
Tarde dessas eu virei uma borboleta. Tive meu dia de sorte: VIVO POR UM DIA! Pintei quadros, cuspi poesias e ladrei ao por da Lua. Fim de papo.
A curvatura das pernas dela me enlouquecem. Chego pensar em navios. Navedo pra fora do horizonte das possibilidades infinitas mas com muitas ressalvas. Já viu barco voando? Parece um avião mais gordo, de turbante e sem risco de terroristas. Terroristas não se dão com piratas...fica a dica!
Agora q já to voltando pra casa, deixa eu te pedir um favor. Quando a tv estiver ligada, o sofá quente formando perfeitamente o formato das tuas nádegas, o noite fria invadir teu peito e tuas angústias te fizerem chorar, grite bem alto dentro de um balde com água e me conte como você será feliz pro resto da sua vida!
Até jamais
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Derivativos Instantâneos de Alegre Pessimismo
Tão virulento como pão que assa ao Sol
Mordo as lentes dos olhos que me cegam
Manchas de sangue pelo assoalho
brotos ígneos fervem
nas esquinas acho atalhos
Suor seco na pele
no pelo o perigo de morte
Cada bastão de cigarro aceso
brilha um dia a menos
nos pequenos suspiros de vida
Lá fora a rua
a Lua
avua
Solstícios e Equinócios
Éguas e ócios
Ossos do orifício
Machina lenta
Músculo feroz
Subo o rio
acho a foz
Fogo no livro
Vida em nós
Jardineiro arando terra seca, infrutífera que semeia esperança
Não quero saber o que há na França
Porteiro ameniza solidão alheia
fofocando até meia noite e meia
No espelho uma mancha negra
de quem foi sem ter ido, saudou sem elegância e
de tanto ter pressa
voou deixando pra traz a aliança
Move teu mundo, Cartola
deixa o moinho pra lá
Se tuas rosas falassem
te deixariam à boca sem ter o que cantar!
Mordo as lentes dos olhos que me cegam
Manchas de sangue pelo assoalho
brotos ígneos fervem
nas esquinas acho atalhos
Suor seco na pele
no pelo o perigo de morte
Cada bastão de cigarro aceso
brilha um dia a menos
nos pequenos suspiros de vida
Lá fora a rua
a Lua
avua
Solstícios e Equinócios
Éguas e ócios
Ossos do orifício
Machina lenta
Músculo feroz
Subo o rio
acho a foz
Fogo no livro
Vida em nós
Jardineiro arando terra seca, infrutífera que semeia esperança
Não quero saber o que há na França
Porteiro ameniza solidão alheia
fofocando até meia noite e meia
No espelho uma mancha negra
de quem foi sem ter ido, saudou sem elegância e
de tanto ter pressa
voou deixando pra traz a aliança
Move teu mundo, Cartola
deixa o moinho pra lá
Se tuas rosas falassem
te deixariam à boca sem ter o que cantar!
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Ho palavras Veroses
Trapos formam frases distintas, monolitos urbanos de cargas energéticas putrefadas. Guerra de mais não matam o suficiente. Suplicas bobas por facadas vertiginosas. Vida que escorre pelo canto da boca. Familiares surfam mágoas como Kelly inguiça.
Soberanos Pudores, Sonhai!
Vou tentar
improvisar um jeito novo
viver menos torto
praguejar menos
formatar linhas ensolaradas
de prazeres inenarráveis
impulsionando formigamentos muitos
louváveis estrondos de trombetas de cordas
milhares de inversões me dizem respeito
já viu florescer um sol de boas linhas?
morféticos justapostos engendram calafrios
de fora por dentro
um pulo e se foi
ganhei tudo em menos dúvidas que esperava!
às vezes dura menos tempo que imaginas
o descobrimento de películas
menos quentes que cobertores
mas tão doces e acolhedoras
que a mais desejada das vaginas!
improvisar um jeito novo
viver menos torto
praguejar menos
formatar linhas ensolaradas
de prazeres inenarráveis
impulsionando formigamentos muitos
louváveis estrondos de trombetas de cordas
milhares de inversões me dizem respeito
já viu florescer um sol de boas linhas?
morféticos justapostos engendram calafrios
de fora por dentro
um pulo e se foi
ganhei tudo em menos dúvidas que esperava!
às vezes dura menos tempo que imaginas
o descobrimento de películas
menos quentes que cobertores
mas tão doces e acolhedoras
que a mais desejada das vaginas!
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